Mito e dicas sobre o funcionamento do ar-condicionado no calor. Fique ligado!

Nos dias mais quentes, é comum aumentar a potência do ar-condicionado ou selecionar temperaturas muito baixas na tentativa de resfriar o ambiente mais rapidamente.

Mas, será que colocar o aparelho em 17°C faz o ambiente gelar mais rápido do que programá-lo para 23°C?

Mito. A temperatura selecionada no aparelho não determina que ele vai resfriar o ambiente mais rapidamente.

Ao escolher 17°C, o equipamento passa a trabalhar para atingir uma temperatura final mais baixa, o que pode aumentar o tempo de funcionamento e o consumo de energia.

Para aliar conforto e eficiência, a Equatorial Goiás recomenda manter o ar-condicionado em 23°C ou mais.

O consumidor pode ter a impressão de que colocar o aparelho em uma temperatura muito baixa fará o ambiente esfriar mais rápido. Na prática, a configuração determina principalmente a temperatura que o equipamento vai buscar atingir.

“Quanto menor a temperatura selecionada, maior pode ser o esforço necessário para manter o ambiente naquele nível”, explica o Executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio.

Calor pode pesar no consumo

O tempo de funcionamento dos equipamentos de climatização ganha importância nos períodos mais quentes.

Dados da Equatorial Goiás mostram que o consumo médio residencial passou de 185,23 kWh em agosto para 239,80 kWh em outubro de 2025, aumento de aproximadamente 29%.

Esse crescimento corresponde a 54,57 kWh adicionais. Considerando uma tarifa de aproximadamente R$ 0,89 por kWh, representa cerca de R$ 49 a mais no custo da energia consumida, antes de impostos e demais componentes da fatura.

Proporcionalmente, o aumento de 29% equivale a quase nove dias extras de consumo em um mês.

O impacto, porém, varia entre as residências. No mesmo período, 1.267.213 residências tiveram aumento superior a 30% no consumo, enquanto 277.899 instalações registraram alta acima de 100%.

Como usar o ar-condicionado de forma mais eficiente

Além de evitar temperaturas excessivamente baixas, alguns cuidados podem contribuir para reduzir o desperdício:

  • mantenha portas e janelas fechadas enquanto o aparelho estiver ligado;
  • limpe os filtros regularmente, conforme as orientações do fabricante;
  • faça a manutenção periódica do equipamento;
  • mantenha as partes interna e externa limpas;
  • utilize a função timer, quando disponível, para evitar funcionamento desnecessário;
  • quando possível, combine o ar-condicionado com o ventilador para melhorar a circulação do ar.

O ventilador também pode ser uma alternativa em situações em que a refrigeração do ar-condicionado não seja necessária. Segundo a Equatorial Goiás, o ventilador consome cerca de 11 vezes menos energia que o ar-condicionado.

Eficiência também ajuda

A escolha do equipamento também influencia o consumo. Modelos mais eficientes podem utilizar menos energia para desempenhar a mesma função. Na compra de um novo aparelho, vale observar a classificação de eficiência energética e o selo Procel.

“Não é apenas a temperatura escolhida que influencia o consumo. Tempo de funcionamento, potência, eficiência do equipamento, manutenção e condições do ambiente também fazem diferença. Pequenas mudanças na forma de utilização podem contribuir para um consumo mais eficiente”, afirma Marcos.

Com informações da Equatorial Goiás
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