EPE divulga dados sobre o consumo de energia no segundo trimestre de 2026

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou a 26ª edição do Boletim Trimestral do Consumo de Eletricidade, com dados referentes ao segundo trimestre de 2026. O consumo nacional de energia elétrica cresceu 2,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Nesta edição, o comportamento nas classes de consumo comercial, industrial e residencial, de abril a junho de 2026 , é analisado no contexto da conjuntura econômica e da dinâmica do mercado de eletricidade no país e em suas regiões.

A classe residencial apresentou a maior expansão no período, com alta de 5,8%, acelerando em relação ao crescimento de 1,3% observado no trimestre anterior.

O consumo comercial também avançou, com crescimento de 4,9%, enquanto o consumo industrial permaneceu praticamente estável, com variação positiva de 0,2%, interrompendo uma sequência de três trimestres consecutivos de queda.

O desempenho ocorreu em um contexto de crescimento de 2,0% do PIB brasileiro em relação ao segundo trimestre de 2025.

No recorte por ambiente de contratação, o mercado livre de energia elétrica (ACL) registrou crescimento de 3,4% no consumo e respondeu por 45,7% do consumo nacional no trimestre.

Já o mercado regulado das distribuidoras apresentou expansão de 2,0%, com participação de 54,3% no total consumido no país.

O número de consumidores no mercado livre cresceu 21,5% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a continuidade do processo de migração para o ACL.​

Recorte regional

O Centro-Oeste registrou crescimento de 3,2% no consumo comercial de energia elétrica no 2º trimestre de 2026, acelerando em relação à alta de 0,9% observada no trimestre anterior e alcançando 2.079 GWh.

Goiás (+5,8%) e Mato Grosso (+4,8%) apresentaram os maiores avanços da região. O desempenho da atividade comercial, especialmente em segmentos do varejo ampliado, pode ter contribuído para o aumento do consumo de eletricidade nesses estados.

Além disso, temperaturas acima da média e condições climáticas mais secas também podem ter favorecido o aumento do consumo comercial. Em contrapartida, o Distrito Federal (-0 ,5%) registrou retração, enquanto Mato Grosso do Sul (0 0 %) permaneceu estável.

Com informações da EPE
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