Está verde? Então saiba o que é e como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Neste mês de outubro, está em vigor a bandeira tarifária verde. Isso significa que o consumidor de energia não terá ônus na sua conta de luz.

Mas há outros cenários, em que podem ser acionadas as bandeiras tarifárias amarela e vermelha, patamares 1 e 2. Nestes casos, a conta de energia já vem com ônus para o consumidor.

Embora o sistema de bandeiras tarifárias esteja implantado no Brasil há mais de 10 anos, muitos consumidores de energia ainda não desconhecem ou conhecem pouco como esse sistema funciona.

Sendo assim, o CONCEG Notícias traz informações sobre esse tema, porque ele é muito importante, não só pelo fato de que as bandeiras amarela e vermelha pesam na conta de luz, mas porque desperta também para que, independente da cor da bandeira, o consumidor possa praticar o consumo consciente de energia elétrica.

Sobre as bandeiras tarifárias

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em 2015, como uma forma diferente de apresentar um custo que já estava na conta de energia, mas que geralmente passava despercebido.

De acordo com o órgão regulador, não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

O sistema, pois, sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. E a depender disso, as bandeiras: verde, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2, são acionadas. Isso acontece todo mês, indicando se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

Essa verificação das condições de geração de eletricidade, é feita por meio de levantamentos técnicos balizados e criteriosos.

O sistema

Para a ANEEL, com as bandeiras tarifárias, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

Como era antes das Bandeiras?

As variações que ocorriam nos custos de geração de energia, para mais ou para menos, eram repassados até um ano depois, no reajuste tarifário seguinte.

O que significa cada cor e quanto custa?

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;

Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

A quem se aplica?

Todos os consumidores cativos das distribuidoras são faturados pelo Sistema de Bandeiras Tarifárias, com exceção daqueles localizados em sistemas isolados.

Com informações da ANEEL
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