Linha do tempo: saiba como foi o acionamento das bandeiras tarifárias em 2025

Agora em janeiro, primeiro mês de 2026, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), está vigorando a bandeira verde, sem adicional na conta de energia dos consumidores. O que é uma boa notícia.

As bandeiras são acionadas mensalmente, levando em consideração as condições de geração de energia no país.

Se as condições são favoráveis, é acionada a bandeira verde, que não traz nenhum ônus para o consumidor. Mas, se as condições não forem favoráveis, a depender da situação, são acionadas as bandeiras tarifárias amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2.

De acordo com a ANEEL, o sistema, implantado em 2015, é uma forma diferente de apresentar um custo que já estava na conta de energia, mas que geralmente passava despercebido.

Não existe, portanto- conforme a Agência- um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

Balanço

O CONCEG Notícias traz um balanço sobre o acionamento das bandeiras tarifárias ao longo de 2025.

Ao longo de 2025, a bandeira verde foi acionada em quatro meses: janeiro, fevereiro, março e abril.

No mês de maio, a bandeira aplicada foi a amarela. Em junho e julho, houve acionamento da bandeira vermelha patamar 1.

Em agosto e setembro, as condições ruins de geração de energia determinaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2.

Nos meses seguintes, ou seja, em setembro e outubro, vigorou a bandeira vermelha patamar 1. E agora, em dezembro, houve acionamento da bandeira amarela.

Sendo assim, apenas nos quatro primeiros meses do ano, os consumidores não tiveram ônus decorrentes de condições não favoráveis à geração.  Nos demais meses, a conta de energia veio acompanhada do valor aplicável a cada bandeira.

O que significa cada cor e quanto custa?

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;

Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido. (Com informações da ANEEL)

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Confira a linha do tempo das bandeiras tarifárias em 2025