A Empresa de Pesquisa Energética divulgou a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica do mês de junho (base maio/2026).
Conforme os dados apresentados, no mês de maio último, o consumo de eletricidade no país foi de 48.021 GWh. Em maio de 2025, o consumo foi de 47.015. Portanto, uma variação de 2,1%.
Nesta mesma avaliação, ou seja, maio 2026-2025, a maior elevação de consumo foi na classe residencial, com incremento de 5,1%. A classe residencial teve alta de 4,2%. Na classe industrial, foi verificado recuo do consumo de -0,7%. Outras classes (rural, poder público, iluminação pública) registraram variação de 1,2%.
No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a maio, o consumo no Brasil foi de 243.125 GWh. No mesmo período de 2025, o consumo foi de 240.762. A variação foi de 1%. Na mesma base comparativa, por classes, a residencial teve alta de 3,3%; a comercial, de 2,5%; outras classes, -2,1% e industrial, -0,7%.
No acumulado de 12 meses, o consumo de eletricidade do país foi de 569.595 GWh. No ano passado, no mesmo período, foi de 566.547. Uma variação de 0,5%. Considerando as classes de consumo, tem-se: residencial (2,2%); industrial (-0,5%); comercial (1,1%) e outras classes (-1,2%).
Segundo a Resenha, o consumo nacional de eletricidade cresceu pelo segundo mês consecutivo de avaliação. A classe comercial liderou a alta dentro do período analisado, em decorrência da expansão das atividades de comércio e serviços, associada aos efeitos da temperatura.
Temperaturas acima da média em algumas regiões e o clima mais frio no Sul podem ter contribuído para o crescimento do consumo residencial.
Mercados
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 22.015 GWh, respondeu por 45,8% do consumo nacional de energia elétrica em maio de 2026, com crescimentos de 2,8% no consumo e de 21,8% no número de consumidores, na comparação com maio de 2025. O Centro-Oeste foi a região que mais expandiu o consumo (+7,4%).
.Já o mercado regulado das distribuidoras, com 26.006 GWh, que respondeu por 54,2% do consumo nacional, teve aumentos no consumo de 1,6% e no número de consumidores de 1,6% em maio de 2026. No mercado regulado, a região Sul teve a maior expansão no consumo (+5,3%), enquanto a região Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,1%).
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