Profissionais e especialistas em comunicação debatem Nova Tarifa Branca na ANEEL

Como fazer o consumidor entender e enxergar os benefícios da Nova Tarifa Branca? Esse questionamento foi o cerne do debate que reuniu profissionais e especialistas em comunicação no Workshop da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sobre o tema.

Os debates desse workshop da ANEEL foram acompanhados pela assessoria do Conselho de Consumidores de Energia do Estado de Goiás (CONCEG), com a divulgação em seu site e redes sociais para informar aos consumidores goianos sobre essa proposta de modernização tarifária.

O workshop, conduzido pelo diretor da ANEEL, Fernando Mosna, teve a participação Heloísa Fischer (fundadora da Comunica Simples), Leila Coimbra (jornalista e sócia da Agência iNFRA), Leonardo Zanelli (diretor‑executivo da FSB Comunicação), Rutelly Marques da Silva (consultor legislativo do Senado Federal) e Silla Motta (fundadora e CEO da Donna Lamparina).

Durante cerca de duas horas, os convidados e outros participantes colocaram posicionamentos acerca da proposta de implementação da tarifa branca, cujos benefícios devem ser produzidos a partir de mudanças de hábitos dos consumidores.

Durante as exposições, vários desafios foram colocados para que, na ponta, o consumidor de energia tenha a exata compreensão dessa mudança de comportamento e a correlação dessa mudança com a conta de energia que ele paga no final do mês.

Ficou claro essa mudança deve ser precedida de uma comunicação ampla e clara aos consumidores de energia elétrica do país, inclusive, com a colaboração dos conselhos de consumidores.

Segundo pontuou Fernando Mosna, a abertura do diálogo com comunicadores é justamente para buscar conhecimentos e experiências que possam contribuir na conclusão da Consulta Pública nº 46/2025, que trata da implantação da ora chamada Nova Tarifa Branca. Essa consulta se encerra no dia 09 de março próximo.

Sobre a Nova Tarifa Branca

De acordo com informações da ANEEL, a proposta visa alinhar a conta de luz à nova realidade do sistema elétrico brasileiro, que conta com uma produção crescente de energia solar e eólica.

A medida é focada em consumidores com consumo mais elevado (acima de 1.000 KWh/mês), como comércios ou residências maiores, que totalizam cerca de 2,5 milhões de unidades no país e respondem por 25% do consumo em Baixa Tensão do Brasil.

A Agência destaca que o Brasil vive uma nova realidade energética: durante o dia, especialmente entre 10h e 14h, há uma vasta oferta de energia limpa (solar e eólica), que tem custo de geração mais baixo.

No entanto, no início da noite (entre 18h e 21h), a geração solar cessa e a demanda dos consumidores atinge seu pico, exigindo o uso de fontes de energia mais caras.

A Tarifa Horária, destaca a ANEEL, permite que o consumidor veja essa diferença na sua fatura.

O objetivo é simples: dar um “sinal de preço” correto, incentivando que atividades de alto consumo (como o uso de máquinas industriais, bombas de piscina, carregamento de veículos elétricos, ar-condicionado, dentre outras) sejam deslocadas para os horários em que a tarifa será menor.

Ou seja, o consumidor pagaria menos usando a energia quando ela é mais barata. O que, entretanto, implicaria em algumas mudanças de hábitos para que essa redução ocorra. O que, também, foi colocado nos debates ao longo do workshop. (Com informações e imagem da ANEEL)

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