Energia elétrica nossa de cada dia não é “mágica”. É um longo caminho. Entenda!

Até parece mágica! Quando a gente toca no interruptor, a luz da casa se acende. Se a gente conecta um aparelho na tomada, ele funciona de imediato, num piscar de olhos. Claro que não tem mágica.

Pelo contrário, para isso acontecer, a energia elétrica, pode-se dizer, percorre um longo caminho, que é dividido em algumas etapas.

Mas, inicialmente, é importante saber quais são as principais fontes de produção de energia elétrica.

No Brasil, temos a água dos rios que move as usinas hidrelétricas. Elas, inclusive, são a maior fonte de produção da energia consumida hoje no país.

Mas, tem também a energia produzida a partir dos ventos com os sistemas eólicos; a energia fotovoltaica, que vem da captação solar e, ainda, as usinas térmicas, que podem ser movidas a óleo diesel, gás, vegetais como o bagaço da cana-de-açúcar, as usinas nucleares e até o lixo urbano, que também pode ser convertido em energia elétrica.

Voltando ao caminho da energia elétrica até os locais de consumo, esse caminho é percorrido em etapas e a primeira é a geração.

Após a geração numa das fontes citadas, a energia elétrica passa por grandes transformadores que elevam a tensão para permitir o seu escoamento por meio de subestações coletoras e linhas de conexão.

Ela segue então até a uma subestação de transmissão, na qual a tensão pode ser elevada mais uma vez para valores que, no Brasil, podem chegar a 800 mil volts.

É uma energia, portanto, de altíssima tensão, que é mantida assim para ser transportada de forma mais eficiente pelas distâncias continentais do país.

A segunda etapa é a transmissão da energia elétrica. Hoje, o Brasil está quase todo integrado por linhas de transmissão, que formam o Sistema Interligado Nacional, o SIN, que conta com mais de 170 mil quilômetros de linhas.

Quando essa energia de altíssima tensão chega perto das cidades, ela passa por outra subestação, que vai convertê-la para uma tensão que permita o transporte pela rede local.

A tensão elétrica é reduzida então para valores da ordem de 69, 88 e até 138 mil volts. Antes de chegar nos postes instalados nas ruas, a tensão elétrica é reduzida mais uma vez, para algo em torno de 13 a 34 mil volts.

A partir daí, já se dá a terceira etapa, que é a da distribuição. Ela é realizada pelas distribuidoras (ou concessionárias), que cuidam do transporte da energia até as unidades consumidoras. Ou seja, até nas casas, nos comércios, indústrias e outros tipos de estabelecimentos.

O Brasil possui mais de 100 concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica.

De modo que a energia passa então pelos postes das distribuidoras, até chegar ao transformador do bairro e/ou região, que vai ajustar o valor da energia elétrica para a tensão necessária para o consumo, que pode ser de 110 ou 220 volts.

A energia elétrica passa pelo medidor e pelo quadro de disjuntores da unidade consumidora, que distribui a eletricidade nos ambientes e nos diferentes circuitos existentes no local, além de proteger a rede interna de sobrecargas.

Finalmente, a energia segue para a fiação, até a tomada ou interruptor.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é o órgão que regula e fiscaliza praticamente todo esse caminho, desde a geração até o medidor de energia para que tudo funcione bem.

Informações do quadro “Como funciona?” da ANEEL
Edição: CONCEG Notícias
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Quadro resumido do “caminho” da energia elétrica