O presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, participou de reunião do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás (CONCEG), ocorrida no final do mês de setembro último, em Goiânia.
Na ocasião, Lener e outros representantes da companhia foram recebidos pelo presidente do Conselho, João Victor Araújo, juntamente com os conselheiros Félix Afonso Fleury Curado (vice-presidente), Rogério de Campos Borges, Wellington Elber Barbosa, Keitty Abreu Valadares Barbosa e Wilson de Oliveira.
Atendendo um pedido que já havia sido feito pelo CONCEG, Lener Jayme discorreu sobre os investimentos realizados e os planejados pela distribuidora dentro da área de concessão.
Segundo informou, desde que o grupo chegou em Goiás, no início de 2023, até o mês de junho último, os investimentos somados no período são da ordem de R$ 5,3 bilhões. O que representa uma média em torno de R$ 5,8 milhões/dia.
Conforme pontuou, esses investimentos permitiram desafogar limitações para novas ligações, mediante a implantação de novas linhas e subestações de alta tensão em Anápolis, Jataí, Aparecida de Goiânia, Goiânia, Porangatu, São Miguel do Araguaia, entre outros municípios.
Além disso, citou investimentos para viabilizar suprimento energético para atender a demanda de instalação de indústrias no DAIA, em Anápolis, na região de Aparecida, no Norte do Estado e em várias outras regiões.
O presidente da Equatorial Goiás também mencionou os investimentos voltados para o atendimento de demandas da classe rural através da universalização do atendimento, via implantação de novas redes.
Vale do Araguaia-Nordeste Goiano
No balanço apresentado ao CONCEG, Lener Jayme falou sobre a demanda da região do Nordeste Goiano- Vale do Araguaia, visando a construção de uma solução voltada para o desenvolvimento econômico daquela região.
Ele explicou que neste caso específico, há necessidade do chamado “ponto de suprimento”, um conjunto de grandes estruturas físicas e de equipamentos para fazer a energia chegar aonde não tem.
Não só a Equatorial, mas todas as demais distribuidoras, só podem atender demanda quando há energia para distribuir. Sendo assim, portanto, é necessário que haja esses pontos de suprimentos que são obras vultosas, geralmente realizadas pelo Governo Federal ou em leilões de concessão com empresas da área de transmissão.
O presidente ressaltou, entretanto, que mesmo não sendo obrigação da companhia, ele esteve várias vezes em Brasília no Ministério de Minas e Energia, juntamente com o governador Ronaldo Caiado, deputados e senadores, fazendo tratativas para acelerar o leilão e o resultado prático dessa ação foi a confirmação do Leilão de Transmissão nº 4/2025.
O investimento previsto para Goiás consta no lote 5, contemplando duas linhas de transmissão: LT 230 kV Itapaci – Matrinchã 2, C1, com 146,6 km; LT 230 kV Matrinchã 2 – Firminópolis, C1, com 138,3 km. Além de uma subestação: SE 230/138 kV Matrinchã 2 – (6+1Res) x 50 MVA. O prazo previsto é de 48 meses e o objetivo é o atendimento às regiões de Itapaci, Firminópolis e Matrinchã.
Além dessa região, Lener Jayme também informou sobre investimentos da Equatorial espalhados nas demais regiões do Estado.
Os investimentos, frisou o presidente da Equatorial Goiás, seguirão nesse rimo conforme o planejamento feito para os próximos três anos (2025-2028), que foi apresentado para os membros do CONCEG e será disponibilizado no site da entidade para consulta dos consumidores interessados.
Além disso, o acompanhamento pode ser feito pelo “Trabalhômetro”, uma ferramenta de pesquisa que pode ser acessada por qualquer pessoa interessada. Inclusive, destacou, o “Trabalhômetro” se tornou numa referência no país no setor elétrico, para dar maior transparência às ações da distribuidora.
Feedback
O presidente do CONCEG João Victor Araújo ressaltou a importância desse feedback dado pelo presidente da Equatorial, porque é papel do Conselho acompanhar os serviços da distribuidora, as obras e o seu planejamento, a fim de poder melhor cobrar quando for necessário e de reverberar aquilo que está sendo feito e apoiar projetos que venham de encontro a uma entrega de serviço de qualidade.
João Victor considerou produtiva essa reunião, pois ela mostrou que o Conselho está sempre em busca de aperfeiçoar seu papel, atento às demandas de todas as classes representadas.
