O Subsidiômetro, ferramenta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que traz informações sobre os subsídios no setor de energia elétrica no país, alcançou o valor de aproximadamente R$ 22,192 bilhões neste mês de julho.
A consulta foi realizada no site da agência, nesta sexta-feira, 11/7. A consulta à ferramenta é aberta a todos os interessados.
No painel, consta que nesse momento, os subsídios representam 15,84% em média na tarifa de energia elétrica dos consumidores residenciais.
A ferramenta traz os valores acumulados dos subsídios.
Em valores aproximados, tem-se:
- R$ 7,064 bilhões para geração distribuída;
- R$ 6,926 bilhões para fontes incentivadas;
- R$ 3,983 para a Conta de Consumo de Combustível (CCC)
- R$ 2,743 bilhões para a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE)
- R$ 756,76 milhões para Irrigação e Aquicultura
- R$ 357,61 para Carvão e Óleo Combustível
- R$ 308,44 milhões para Distribuidora de Pequeno Porte
- R$ 52,4 milhões para universalização
- R$ 726,7 mil para Rural
- (-) R$ 1.0 milhão para Água-Esgoto-Saneamento
Os subsídios por fonte incentivada representam 26,96% do total. Já o da Conta de Consumo de Combustível, por 25,91%. O da geração distribuída, 23,93%. O subsídio da Tarifa Social representa 13,23%. Da universalização, 3,20%.
Ainda: Irrigação (2,72%); carvão e óleo combustível (2,42%) e distribuidora de pequeno porte (1,72%).
Em 2024, o Subsidiômetro fechou com valor na casa de R$ 48,416 bilhões. O impacto médio na tarifa dos consumidores residenciais, no fechamento do ano passado, foi de 13,80%.
Fique sabendo!
Segundo a Agência Reguladora, os subsídios consistem em políticas públicas criadas por meio de leis e decretos expedidos pelo Congresso Nacional e o Governo Federal.
Portanto, os subsídios não são definidos pela ANEEL, a quem compete calcular os valores e incluir nos processos tarifários das distribuidoras de energia.
A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que reúne a maior parte dos subsídios, é gerida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável, entre outros, pelo recebimento dos valores, o pagamento aos beneficiados, a avaliação do orçamento anual e a apuração de eventuais saldos e déficits que são considerados no ano subsequente.
Assessoria do CONCEG
Com informações do Subsidiômetro/ANEEL
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